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Quem é você na fila do pão?

Este é o sexto artigo da série Reflexões – uma vida em movimento, escrito exclusivamente para o Primeira Leitura.

09/07/2020 12h59
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Por: Primeira Leitura | Redação Fonte: Inaê Leandro
(Imagem: Pixabay)
(Imagem: Pixabay)

“Quem é você na fila do pão?” Você já ouviu ou leu essa expressão em algum lugar, aposto!

A expressão tem como objetivo suscitar naquele que lê ou ouve, a reflexão de quem ele é e de qual a importância que ele tem no mundo...

Como você responderia a essa pergunta?

A verdade, é que não somos muita coisa se compararmo-nos com a imensidão do universo.

Entre 200 bilhões de galáxias está a Via Láctea. No centro da galáxia existem estrelas, entre elas, o Sol. Ao redor do Sol temos 9 planetas (pelo menos), dentre eles a Terra. Na Terra, temos mais de 30 milhões de espécies (apenas 3 milhões são documentadas). Dentre essas espécies temos o Homo sapiens em 7,7 bilhões e nós estamos entre esses 7,7 bilhões. Você é um desses 7,7 bilhões!

Novamente faço-lhe a pergunta: “Quem é você na fila do pão?”

Meu intuito aqui, não é diminuir o nosso valor. Nós somos uma das maiores máquinas existentes. A máquina humana está cada vez progredindo mais e a tendência é melhorar.

Denominar como máquina humana, fica um pouco “duro”, uma vez que, somos dotados de sentimentos, coisas que outras máquinas (ainda) não podem ter. Pelo menos não como nós...

Quero com essa reflexão de hoje, que você parece para pensar na sua pequenez. Na sua limitação física e também mental. Por melhores que sejamos nós ainda não somos muita coisa.

Vivemos, trabalhamos, estudamos, criamos relacionamentos, deixamos alguma história e morremos. É o ciclo natural da vida. 

Pode lhes parecer uma reflexão um tanto fatalista ou triste, mas é pelo contrário... 

Por sermos tão pequenos, não precisamos parecer ser tão grandes! 

Somos seres limitados em certo ponto. Sentimos cansaço. Sentimos dores. Sentimos medo. Sentimos raiva. Sentimos alegria. Sentimos desespero. E uma infinidade de outras coisas.

Ao contrário de todas as máquinas, nós precisamos ter uma consciência de quem somos sabe? 

Não precisamos parecer imbatíveis, incansáveis ou qualquer outra coisa para nos aparentar fortes. 

Reconhecer que somos pequenos, nos coloca em uma posição de “está tudo bem”. 

Não precisamos viver como se o mundo dependesse de nós, porque ele não depende. 

Não precisamos viver com o sentimento de dominação a qualquer custo, porque não teremos esse controle. 

Não precisamos viver com o sentimento de “eu tenho que”, porque não temos que nada. 

A vida passa em um piscar de olhos. 

Ninguém vai se lembrar das horas extras que fez, dos dias que dormiu muito tarde e acordou muito cedo. Ou dos presentes luxuosos. Bom, talvez até se lembrem, mas por apenas um período curto de tempo.

A melhor lembrança que podemos dar não somente às pessoas ao nosso redor, mas principalmente a nós mesmos, é a lembrança de ter vivido.

Que possamos sempre viver e não apenas existir.

 

*Coluna Re-Pense. Primeira Leitura. | Texto escrito por Inaê Leandro. Todos os direitos reservados.

**O texto é de responsabilidade do autor e não representa a opinião do Primeira Leitura. 

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Sobre RE-PENSE
Blog autoral de reflexões pessoais. Inaê Leandro é campo-belense e foi finalista do Prêmio Jovem Senador, do Senado Federal, em 2013. É formada em Administração e fez o curso técnico em Segurança do Trabalho. Possui MBA em Economia Financeira e é autora de dois livros: Eu Construtor de Mim (2016) e rePENSe (2018). Foi escritora e tradutora da More Good Foundation no Brasil por mais de 3 anos. Atualmente escreve para o Family Search no Brasil e ainda é Ciclista, praticante de Yoga e meditação.
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