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Saúde Fase de Aprendizado

A Neuropsicopedagogia no reconhecimento das dificuldades ou diferenças

Sempre se buscou resposta para qual seria a causa de alunos que não demonstram interesse pela aprendizagem, se é por dificuldades, diferenças sociais, deficiência mental ou se encontrarem frequentemente vivenciando o fracasso escolar.

25/06/2020 16h03 Atualizada há 5 meses
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Por: Primeira Leitura | Redação Fonte: Angelina Silva
(Imagem: Pixabay)
(Imagem: Pixabay)

A definição de dificuldade de aprendizagem ou diferenças sociais era um assunto constantemente discutido pelas escolas, entre profissionais da educação, psicólogos e neurologistas, neuropsicopedagogos e profissionais envoltos na área da educação. Era preciso que existissem condições necessárias para que a criança pudesse aprender com toda evolução, transformações nos modos de vida em sociedade e, assim, mudaram os interesses e as responsabilidades. A disciplina entre os entes envolvidos, começando pela participação da família, deveria ser voluntária e comprometida com os alunos, sem complexos e sem desafios. Agora se tornou exigência.

Sempre se buscou resposta para qual seria a causa de alunos que não demonstram interesse pela aprendizagem, se é por dificuldades, diferenças sociais, deficiência mental ou se vivenciaram frequentemente o fracasso escolar. Isso principalmente nas áreas como a leitura, escrita e cálculo matemático, que a cada ano que se passa o desinteresse chega mais cedo nas escolas. Mas e agora, quem vai identificar essas dificuldades?

O termo Dificuldade de Aprendizagem (D.A.), de modo geral, faz referência a um grupo complexo de alterações, que se expressam por dificuldades consideráveis na obtenção e utilização da escuta, fala, leitura, escrita, raciocínio lógico ou capacidade de realizar operações matemáticas. Este tipo de transtorno é classificado como intrínsecos a pessoa, considerando o distúrbio do sistema nervoso central, e podem acontecer no decorrer das fases da vida.

Reconhecer as diferenças e deficiências tem se adaptado aos modelos de vida social dos alunos e da escola atual, como vai se desenvolver projetos de reforço escolar, reforço para uma aprendizagem equalizada, com o intuito de atender o aluno em dificuldade, como também se adequar as exigências impostas pelo mundo contemporâneo. Para que tais mudanças ocorram, uma visão integrada à luz da pedagogia inovadora busca atender as demandas de necessidades especiais sociais, culturais e de formação pessoal e profissional. Dessa forma, mudanças importantes e atualizadas tem proporcionados nas práticas pedagógicas das escolas públicas ferramentas importantes para planejamento e organização, que permitam a participação e contribuição de todos os autores e atores deste processo de convivência e formação.

É preciso trazer elementos que ajudem a repensar as atividades desenvolvidas na Educação no sistema “Estude em Casa” , a partir da perspectiva das dificuldades de aprendizagem nos processos alfabetização e apropriação dos saberes, na aquisição das habilidades em lidar com conflitos sociais externos e ao mesmo tempo, inseridas no cotidiano das práticas escolares. Nesse contexto, necessárias são articulações que permitam a continuidade das atividades de aprendizagem que contemplem os direitos das crianças de aprenderem ludicamente, bem como dos processos de alfabetização levando em conta o contexto social atual.

Neste sentido faz-se necessário que os profissionais da educação se movimentem nas práticas tradicionais, calcadas no repasse de informações sobre o cotidiano do aluno especialmente no meio em que ele está inserido. A escola é, portanto, espaço adequado para que iniciativas significativas surjam do interesse de aprender e buscar soluções criativas para problemas ligados às dificuldades ou as diferenças na aprendizagem da criança, situações relacionadas à família X sociedade, indisciplina e até mesmo a capacidade de aprender. Logo, construir estratégias e mecanismos para o alcance dos objetivos propostos é o caminho a ser percorrido.

 

*Coluna Fazer De Novo. Primeira Leitura. | Texto escrito por Angelina Silva. Todos os direitos reservados.

**O texto é de responsabilidade do autor e não representa a opinião do Primeira Leitura. 

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FAZER DE NOVO
Sobre FAZER DE NOVO
A coluna trata de uma ciência transdisciplinar que estuda a relação entre o funcionamento do sistema nervoso e a aprendizagem humana. A autora, Angelina de Oliveira da Silva tem 39 anos, natural de Belo Horizonte e residente em Campo Belo/ MG. Graduada em Direito e em Pedagogia é ainda especialista em Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional Cadastrada pela Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia. Além disso, é mãe de 04 filhos.
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