Segunda, 23 de Novembro de 2020
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Pop Art Quarentena

A Explosão das Lives

Temos visto muitos artistas de forma muito profissional realizarem suas transmissões ao vivo, seja no Instagram, ou nas plataformas de vídeo, como o YouTube.

21/06/2020 08h27 Atualizada há 5 meses
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Por: Primeira Leitura | Redação Fonte: Polyana Martins
(Imagem: Rawpixel Ltd.)
(Imagem: Rawpixel Ltd.)

Como estamos de quarentena? Quem ainda não deve ter curtido aquela live do seu artista favorito? Eu sou suspeita para dizer, pois tenho me preparado dias para entrar na casa do meu e deixar que ele entre na minha. Outras vezes, deixo salvo algumas no Instagram, para assistir depois, (até porque eu não consigo acompanhar) mas confesso, acabo esquecendo de assistir depois, devido a vida corrida que por aqui não pára.

Temos visto muitos artistas de forma muito profissional realizarem suas transmissões ao vivo, seja no Instagram, ou nas plataformas de vídeo, como o YouTube.

A onda das lives, se deu por um grande número de pessoas estarem em casa, buscando o que fazer e visando uma oportunidade em tempos de pandemia, as empresas vêm patrocinando grandes artistas, a fim de divulgarem seus produtos. A explosão das lives impulsionou um consumo de vídeos ainda maior, segundo um estudo da consultoria Forrester e da IBM, que diz sobre a audiência das transmissões ao vivo que é de dez a 20 vezes maior do que a de vídeos gravados, e o que contribui para toda essa movimentação é a espontaneidade e a liberdade do apresentador.

Mas, não são somente os famosos que estão fazendo as transmissões, como muitas pessoas tiveram de estar em casa, outros profissionais de diversas áreas, como educadores, personais trainers, jornalistas, dentre outros também estão fazendo suas transmissões, se descobrindo então uma nova forma de comunicar e se relacionar com o público.

Em meio a essa transformação e o aumento do uso das transmissões, além das empresas de internet terem de se adaptar à nova realidade, as redes sociais também precisaram se reinventar. O aplicativo Instagram, que antes não permitia que as transmissões fossem gravadas, como já ocorre com o Facebook e o YouTube, hoje já não é mais preciso fazer uso de um outro aplicativo para realizar esta ação, a adaptação foi realizada após as lives subirem em audiência durante o período da quarentena.

Já conversamos aqui sobre o impactos das redes sociais na nossa vida, relacionados a parcela da vida das pessoas, publicadas em fotos no feed do Instagram, mas e quando se tratam das tantas transmissões ao vivo que vemos por aí nas plataformas digitais? Além das lives musicais e de entretenimento, temos aquelas que trazem conteúdos de formação educacional, profissional até a religiosa. São chuvas e mais chuvas (enxurradas) de informações. E nós, como estamos lidando com isso? Eu particularmente, como já disse, me planejo para algumas em especiais e outras eu acabo salvando para assistir em outro momento, o que nem sempre acontece.

No entanto, para que possamos conseguir acompanhar as nossas lives preferidas, se faz necessário buscar um equilíbrio e ter o discernimento sobre o que pode agregar conhecimento e o que é somente para entreter.

Os dois são importantes, o se informar e o divertir. É bem bacana neste tempo, em que temos este cardápio variado de lives, se pudermos, estar em casa com quem amamos e curtir no YouTube alguma transmissão ao vivo de voz e violão, na intimidade dos nosso artista favorito, de repente, tomando até aquele vinho bom. Além disso, uma boa escolha que te faz crescer como profissional também se tornou parte desta programação de lives. A distribuição de conhecimento proporcionada nas muitas lives do Instagram numa realidade de mundo onde tudo se girava em torno do marketing digital, a transmissão proporciona ainda, além de toda demanda de formação: a proximidade para quem o apresentador da mesma está falando e também a interação do público.

Mas, por que buscar este equilíbrio? Sabemos que ter equilíbrio em tudo que fazemos é muito importante, mas, quando se diz de internet, um meio em que nosso tempo é consumido aceleradamente e nem percebemos, onde um uso desenfreado pode custar nossa saúde psíquica, nos causando transtornos de ansiedade, por simplesmente não conseguir acompanhar todas as transmissões. Por isso, não podemos deixar ser influenciados, e sim deixar ser informados por aquilo que realmente nos agrega. A saturação de informação depende muito do consumidor, é ele quem irá selecionar o que lhe é conveniente no momento para se consumir.

E ai? Como você escolhe o que assiste?

 

*Coluna Fora da Caixinha. Primeira Leitura. | Texto escrito por Polyana Martins. Todos os direitos reservados.

**O texto é de responsabilidade do autor e não representa a opinião do Primeira Leitura. 

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Sobre FORA DA CAIXINHA
O blog possui espaço autoral de Polyana Martins, que é campo-belense e jornalista. Tem 26 anos e atua como produtora e diretora de programas na TV Canção Nova, na cidade de Cachoeira Paulista/ SP. É apaixonada por comunicação e escreverá sobre comportamento.
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