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Saúde Pandemia

Não está sendo fácil para adultos e para as crianças, alguém perguntou?

Desde os surgimentos do atual cenário as crianças foram sugadas para uma realidade mais dura e não estão sendo compreendidas.

17/06/2020 09h21
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Por: Primeira Leitura | Redação Fonte: Angelina Silva
(Imagem: Pixabay)
(Imagem: Pixabay)

O cotidiano das famílias, antes da Pandemia, estava voltado para a manutenção e o provimento do sustento de seu grupo familiar. As crianças estavam nas escolas e chegavam cada vez mais cedo, ali encontravam seus “amiguinhos” e se divertiam entre atividades e recreação. Se de um lado se tornaria mais seguro, de outro preparavam os pequenos para estar nos ambientes escolares, nas convivências e relações intersociais, transformando toda sua estrutura, passando por situações até de carência afetiva, sobre elas pesavam também diferenças socioeconômicas, pelas próprias condições de vida, para seus provedores se tornou fundamental e mais importante trabalhar e sustentar a família. 

Desde os surgimentos do atual cenário, as crianças foram sugadas para uma realidade mais dura e não estão sendo compreendidas. De repente tantas transformações, e elas (as crianças) não sabem como agir, o que fazer e, claro, não entendem tais conflitos e se posicionam perante os espaços com uma concepção particular, reage e demonstra, como produto do meio em que ela está inserida. Agora cansadas e isoladas por motivos de segurança, sofrem com os reflexos desta questão. Das crianças são exigidas disciplina, comportamento, atitudes e valores que são frequentemente analisados, comentários repercutem e demonstram o que criança está vivendo em seu meio social, surge à necessidade real de ações que direcionam para esta situação, de repente elas precisam “FICAR EM CASA! ” Não há parques, laser, passeios e nem distrações, mas precisam estudar: “EM CASA”.

A psicologia esta inserida neste processo? É preciso uma análise crítica e reflexiva que possa discutir situações que permitam a criança terem autonomias sobre suas queixas. Alertar e conscientizar todos os envolvidos, que durante o desenvolvimento cognitivo e intelectual da criança em processo de aprendizagem, circunstancias e conflitos, alteram e interferem diretamente na apropriação do conhecimento, seja na faze inicial da educação, quanto nas fases seguintes. 

Situações não elucidadas podem causar um “efeito dominó”, alterando num todo a capacidade disciplinar e de desenvolvimento do aluno, uma vez que se não detectada, desde o início, as peças seguintes vão sendo prejudicadas, transformando o aluno em situações de dificuldades ou diferenças na aprendizagem em um futuro “aluno problema”, que não vão se encaixar nos parâmetros convencionais, que também não serão contemplados pelos os critérios clínicos, do qual na maioria das vezes é deixado para depois e por último. É preciso ter consciência de que é fundamental entender o ambiente social e o momento atual em que a criança x aluno está envolvida, promover a inclusão educacional, que clama por reconhecimento, não só dentro da escola, mas na vida dos alunos, onde os entes envolvidos não vislumbrem apenas números, dados estatísticos e bom desempenho.

 

*Coluna Fazer de Novo. Primeira Leitura | Texto escrito por Angelina Silva. Todos os direitos reservados.

**O texto é de responsabilidade do autor e não representa a opinião do Primeira Leitura. 

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EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
Sobre EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
A coluna trata de temáticas que envolve a Educação, bem como a ciência transdisciplinar que estuda a relação entre o funcionamento do sistema nervoso e a aprendizagem humana. A autora, Angelina de Oliveira da Silva é natural de Belo Horizonte e residente em Campo Belo/ MG. Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Alfenas, é ainda especialista em Neuropsicopedagogia clínica e institucional.
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